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19 out, 2018

#30antesdo30 = O Sol é Para Todos – Harper Lee (Opinião)

‘Como eu não li este livro antes?’, esta é a pergunta que sempre paira em meus pensamentos após ler um livro sensacional. E, agora consigo entender qual o motivo dele ter se tornado um clássico contemporâneo. Já tem anos que eu não utilizo plataformas como o Skoob ou o Goodreads; mas, se usasse, certamente teria o classificado como um livro cinco estrelas.

Outro dia, em uma discussão sobre política, dois amigos e eu chegamos à conclusão de que pessoas que têm o hábito real de ler possuem mais facilidade em desenvolver a empatia, pois já acostumaram-se a se colocar no lugar dos outros.

Quando lemos, viajamos para outros lugares e nos colocamos no lugar do protagonista. <3

E, neste livro em específico, isso é ainda mais fácil pois é narrado em primeira pessoa pela Scout que, no decorrer da história transita por entre seus 6 a 10 anos. Portanto o enredo é inteiramente transmitido a partir das impressões e inocência de uma criança.

A história é ambientada no período que se segue após a crise da Bolsa de Nova York, relata uma sociedade que ainda se dividia com muita veemência entre brancos e negros, e se passa no condado de Maycomb, no estado do Alabama.

 

“Só existe um tipo de gente: Gente!”

 

O enredo retrata bem o que era ou não considerado em relação a moral e bons costumes da época e que são, frequentemente, questionados por Scout. Muitos de seus questionamentos são explicados pelo fato de Scout e seu irmão Jem terem sido criados por seu pai Atticus (que é um advogado progressista e talvez até subversivo em alguns aspectos) e por Calpúrnia que é uma espécie de governanta da família. Ao longo do livro, descobrimos que Calpúrnia é a única negra alfabetizada da cidade.

Atticus trabalha como advogado de defesa e o ponto alto da história se dá no fato dele ter aceitado defender um negro que estava sendo acusado por uma família branca e nos fatos que se seguem no desenrolar do julgamento.

Como alguns anos se passam durante a história, conseguimos ver a perda da inocência de Scout e Jem por compreenderem que, para a sociedade da época, um negro bom era sempre considerado pior que um branco ruim.

É um livro lindo e emocionante com uma narrativa daquelas que são bem difíceis de largar, além do fato de ter um baita de um plot twist no final.

Resumindo: não deixe de ler.

04 out, 2018

Eurotrip de Maio/18 – Varsóvia, Gdansk, Gdynia e Sopot (Polônia – parte I)

Eu pensei em escrever sobre a Polônia em uma única publicação, mas acho que eu não conseguiria abordar Varsóvia, Cracóvia, Gdansk, Gdynia, Sopot e Auschwitz de forma sucinta e rápida. E o pior, eu não conseguiria dar devida importância e ser tão sincera com algumas das melhores experiências que eu tive.

Portanto, achei melhor dividir a publicação em duas partes:

  • Parte I – Varsóvia + Gdansk, Gdynia e Sopot
  • Parte II – Cracóvia + Auschwitz

O primeiro post que fiz sobre a minha Eutrotrip de Maio/2018 foi sobre Praga  (aproveita pra conferir também!). Eu fui direto de Praga para Varsóvia, de avião com uma companhia “low cost“, eu coloquei entre aspas pois as passagens não foram baratas (como costumam ser as passagens da Ryanair, por exemplo), mas dentre as companhias aéreas que atendiam o País, foi minha melhor opção em termos de preço. Eu utilizei a companhia Lot Polish Airlines, para essas passagens: Praga – Varsóvia, Varsóvia – Cracóvia, Cracóvia – Budapeste, e paguei cerca de 500 € (Euro) nas três passagens. Poderia ter saído MUITO mais barato se eu tivesse feito os percursos de trem, mas eu perderia muito tempo em trânsito e não compensaria, pois o tempo total de minha viagem foram 15 dias.

Wavel Castle of Warsaw

1 – MOEDA

A moeda utilizada no local é o Zloti Polonês. Atualmente a taxa de conversão é de, aproximadamente, 1 Zl para 1 R$.

Se considerarmos: as atrações turísticas, city tours, gastos com alimentos e estadia, é possível passar com cerca de 180 Zloti por dia.

Aqui, deixo o mesmo conselho que dei sobre a Coroa Tcheca: caso encontre a moeda em casas de câmbio aqui do Brasil, leve direto na moeda para não perder dinheiro na conversão Euro/Zloti.

 

2- HOSTEL

Lá em Varsóvia, eu fiquei no Oki Doki OLD Town Hostel, fiz a reserva através do Booking e paguei cerca de 170 Zl em duas diárias com café da manhã (mas o valor da estadia já está incluso no gasto da diária informado lá em cima).

A localização é maravilhosa, pois dá para ir andando para o centro histórico da cidade, mas ao mesmo tempo é “fora” do centro antigo. Quem tiver a oportunidade de conhecer a cidade vai perceber que existe uma nítida divisão entre o centro antigo (old town) e a cidade (os bairros “novos” / downtown), então dá para conhecer bastante coisas a pé, mas também não é tão perto da farra.

Eu fiquei em um quarto compartilhado com outras 7 pessoas e só não gostei por ter um pouco de mosquitos, eles poderiam ter daqueles inseticidas que ligam na tomada. Mas a cama era bem confortável e era super reservado, com cortinas em volta.

Além disso, cada cama tinha uma entrada USB para conectar o carregador de celular e uma lâmpada para caso do hóspede precisasse ler algo a noite sem incomodar o sono dos outros hóspedes com a luz acessa 🙂

Sobre o banheiro: parece que o pessoal do Leste Europeu tem o costume de economizar bastante água… o chuveiro não era ativado por botão automático, era ativado da forma que conhecemos aqui; mas, em compensação, só existia o chuveirinho. Lavar os cabelos era uma espécie de ginástica.

 

3 – ATIVIDADES

Em Varsóvia, eu fiz o Free Walking Tour que é muito detalhado, abrange vários locais do centro histórico e como o nome diz, é gratuito. No final do Walking Tour, o Guia que é um professor local (pelo menos, o meu, era) e faz esse trabalho voluntário, pergunta se alguém pode ajudar com o quanto puder. Vale a pena.

Dizem que quem der três voltas neste sino, será presenteado com a abundância de sorte.

 

Por ser um continente muito antigo, é praticamente impossível ir à Europa e não transbordar em meio a tanta história.

Monumento erguido em memória dos soldados caídos

 

E, no dia seguinte fiz uma day trip para o litoral, onde têm 3 cidadezinhas super próximas e eu conheci as três (como se fosse o ABC, só que bem mais pertinho). Eu paguei 50 € no GetYourGuide, o motorista me buscou no hostel e me levou até a estação de trem, e fui de Varsóvia para Gdynia, de lá o motorista (que também era o Guia Turístico e cidadão local) me buscou na estação de trem e fez todo o tour pelas três cidades (Gdynia, Gdansk e Sopot). As passagens de trem já estavam incluídas no preço do city tour.

Consegui pegar o esquilinho no pulo! Tive sorte, disseram que é muito raro e consegui fotografar dois 🙂

 

Na foto acima, no parque de Gdansk, aquele vão é um espaço em que é possível ouvir do outro lado (na esquerda tem um vão similar), sem a utilização de nenhum fone, mesmo que a outra pessoa fale muito baixo. Era um artifício que os poloneses utilizavam para trocar informações sem correr o risco de serem ouvidos (e, possivelmente, torturados).

O parque é muito grande e é lindo, com árvores do mundo inteiro. E é comum noivos fazerem ensaio de fotos lá.

Gdansk é uma cidade portuária que já teve muita relevância no passado. E, é mais bonito ainda ouvir a história de um senhor super patriota. E a produção local é especializada em Âmbar, que é uma semijóia, pelo que entendi. Não comprei nada do gênero, pois não gosto muito dessas coisas. Sou mais ligada em copinhos e canequinhas. 🙂

Sopot tem um lance mais moderno e tem até um McDonalds, e lá tem casas de banho com utilização de águas termais, que podem ter fins medicinais também.

 

4 – CULINÁRIA

Eu confesso que foram dois dias que eu comi praticamente só o café da manhã e depois fiquei na água e nas barrinhas de cereal (se minha mãe ler isso, ela me mata agora mesmo).

 

5 – TRANSPORTE

Lá eu andei de trem.

A estação central de Varsóvia é bem parecida com as estações de metrô daqui. A estação de Gdynia é gigantesca e se o guia não estivesse junto, eu iria penar uns bocados pois toda a sinalização está em Polonês. A distância entre as cidades são de 439 km e demorou 4h30.

Eu não achei ruim, para falar a verdade, embora seja um pouco lento.

Todos os passageiros tem direito a uma bebida que pode ser café, chá ou água; ou outras bebidas dependendo da classe da passagem (quando eu viajei de trem no Reino Unido, não estava incluso nenhuma bebida).

 

 

Acho que consegui reunir os pontos principais aqui. O resto é só vivendo mesmo. Vá, conheça, viajar é a melhor coisa que existe.

30 set, 2018

30 livros antes dos 30.

Quem me conhece sabe que eu sempre fui uma leitora voraz (esse foi o nome de um dos blogs que eu já tive… qualquer dia conto a história sobre todos eles). 

E eu não estou aqui para julgar quais livros deveriam ou não ser lidos, mas até hoje eu tenho um ‘fraco’ por livros jovem-adulto, ficção fantástica ou romances. E, existem três coisas que eu gostaria de fazer ainda em vida: Graduação em Letras, Graduação em Cinema e Escrever um livro. É claro que por causa da minha jornada de trabalho, muito provavelmente eu não faça as graduações. Mas ainda assim, tenho a intenção de fazer cursos na área.

Voltando ao assunto dos livros, depois de refletir um pouco eu entendi que ao longo dos anos (e dos séculos), os livros retratam a cultura de uma época, e portanto é muito útil para auxiliar tanto com o conhecimento de novo vocabulário como para expandir a mente. Pensando nisso, eu decidi ampliar minha leitura e incluir livros clássicos no meu TBR (to be read). 

Vocês já ouviram falar de um livro chamado “1001 Livros para Ler antes de Morrer“? É um livro que descreve estes 1001 livros e ao final disponibiliza um check-list (que eu encontrei nesse blog aqui), e a partir deste check-list, eu montei minha lista dos 30 livros que eu pretendo ler antes dos 30 (ou seja, tenho pouco mais de 6 meses para concluir e, concomitante a isso, ainda tenho a pós-graduação). Conforme os ler, pretendo fazer resenhas e lincar aqui. E ao final do prazo, vou elencar outros livros.

 

Aqui vão:

  1. Mansfield Park – Jane Austen
  2. O Conde de Monte Cristo – Alexandre Dumas
  3. Grandes Esperanças – Charles Dickens
  4. Viagem ao Centro da Terra – Julio Verne
  5. Crime e Castigo – Fiodor Dostoievski
  6. As Aventuras de Sherlock Holmes – Sir Arthur Conan Doyle
  7. Mrs. Dalloway – Virgina Woolf
  8. Em busca do tempo perdido – Marcel Proust
  9. Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley
  10. O Tempo e o Vento – Érico Veríssimo
  11. Revolução dos Bichos – George Orwell
  12. O Apanhador no Campo de Centeio – J.D. Salinger
  13. O velho e o mar – Ernest Hemingway
  14. Doutor Jivago – Boris Pasternak
  15. Gabriela, cravo e canela – Jorge Amado
  16. Bonequinha de luxo – Truman Capote
  17. O Sol é para Todos – Harper Lee
  18. Laranja Mecânica – Anthony Burgess
  19. Cem ano de Solidão – Gabriel Garcia Marquez
  20. 2001: Uma odisséia no Espaço – Arthur C. Clarke
  21. A Hora da Estrela – Clarice Lispector
  22. O iluminado – Stephen King
  23. Neuromancer – Willian Gibson
  24. A insustentável leveza do ser – Milan Kundera
  25.  O conto da Aia – Margaret Atwood
  26. O amor nos tempos do cólera – Gabriel Garcia Marquez
  27. A Fogueira das Vaidades – Tom Wolfe
  28. Veronika decida Morrer – Paulo Coelho
  29. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra – Mia Couto
  30. Budapeste – Chico Buarque

 

14 set, 2018

Compra de moeda estrangeira para sua viagem internacional

Como eu já comentei anteriormente nesta publicação, eu não soube planejar minha primeira viagem internacional da maneira correta e acabei gastando muito mais dinheiro do que eu deveria.

Talvez para muitas pessoas este assunto seja muito básico, mas a dica que eu compartilho aqui hoje é para quem não tem ideia de como começar a planejar financeiramente uma viagem.

Planejamento: Tão prazeroso quanto a viagem

Na realidade, essa postagem não explicará como planejar, financeiramente, a viagem em si, pois isso depende muito de como é o perfil do viajante. O meu perfil é bem básico, prefiro viver mais experiências culturais ou ao ar livre do que ir a baladas e comprar roupas, eletrônicos e maquiagem, por exemplo. Logo, eu gasto menos do que as pessoas que costumam fazer a viagem “glamourosa”.

Então, vamos direto à dica de hoje:

Lembra-se das aulas de matemática que você achou que nunca usaria para nada? Pois é, eu que sou um tanto fã da matemática, digo que utilizamos e muito. Mas, em especial, gostaria de falar daquele número que aprendemos nas aulas de estatística: a média.

A média é uma medida de posição que pode ser simples (aritmética) ou ponderada (geométrica) e a partir dela é possível calcular uma porção de medidas de dispersão e probabilidade.

 

Valor Médio x Moeda Estrangeira

E como a média entra na compra da moeda? É muito mais simples do que parece: compre em quantidades fragmentadas, não deixe para comprar de uma só vez.

Imagine que você estimou que gastará US$2.000,00 em sua viagem que ocorrerá em Dez/18.

Se você comprar tudo tudo de uma vez hoje, quando o dólar custa R$4,35 (valor do dólar turismo hoje), você gastará R$8.700,00. Isso, sem contar o IOF. 

Agora, imagine que para a mesma viagem em Dez/18, você optou por comprar em quantidades fragmentadas de US$400,00, ao longo dos 5 meses (em média) que você levou para planejar sua viagem:

  • 400 x 3,69 (10/05) =   1.476,00
  • 400 x 3,85 (11/06) =  1.540,00
  • 400 x 3,95 (10/07) =  1.580,00
  • 400 x 4,07 (10/08) = 1.628,00
  • 400 x 4,32 (10/09) = 1.728,00
  • 1.476 + 1.540 + 1.580 + 1.628 + 1.728 = R$ 7.962,00 (economia de R$738,00), que também não tem o IOF, mas os números não mentem!
  • eu poderia ter parado na linha acima, mas se dividirmos os R$7.962,00 pelos US$2.000,00, chegaremos em: R$3,98/US$ que é o VALOR MÉDIO pago por cada dólar! O sono é muito mais tranquilo quando comparado aos R$4,35, certo?

Peguei todas as cotações no site do UOL Economia.

Confesso que não sei muito bem o que dizer agora, pois um cálculo vale mais do que mil palavras.

Lembre-se desse cálculo valioso antes de comprar sua moeda, pois você não quer fazer como eu que gastei muita grana de uma só vez, pois não fazia ideia das regras do jogo e comprei tudo de uma vez quando a £ custava R$7,14 e o € custava R$5,80.

 

19 jun, 2018

No Poo, Low Poo, Co-Wash e Cronograma Capilar

Cuidar dos cabelos sempre foi uma atividade muito prazerosa para mim. Quando faço algum tratamento nos cabelos, sinto-me completamente relaxada… provavelmente pois neste momento minha auto estima, normalmente, fica lá nas alturas…

Existem vários tratamentos capilares e eu gosto muito, basicamente, de três: hidratação, nutrição e reconstrução. E quando eu descobri o cronograma capilar, fiquei logo interessada. No entanto, hoje eu sei que, quando comecei, fazia de maneira errada e por causa disso eu quase não via resultados. Existe uma variedade muito ampla de conteúdos sobre cronograma capilar na web, mas nem todos são fáceis de compreender de forma rápida, por isso vim compartilhar meus conhecimentos com vocês.

Mas antes de explicar sobre o Cronograma, acho interessante falar sobre os métodos de limpeza dos fios (imagino que vocês já devem ter ouvido falar de algum desses termos por aí).

No Poo, Low Poo e Co-Wash

Sabe quando você hidrata, hidrata, hidrata e parece que nada acontece? Pois é, um dos grandes causadores deste mal é o shampoo! Os shampoos, que encontramos em largas escalas nas farmácias, supermercados e diversos outros estabelecimentos, contêm uma quantidade muito alta de sulfatos. Os sulfatos limpam tanto os fios, que acabam por retirar as coisas boas também, como a hidratação e a oleosidade natural dos fios.

No Poo é o nome do método utilizado para limpar os cabelos sem utilizar shampoo. E a limpeza pode ser feita com ingredientes naturais como bicarbonato de sódio, por exemplo. Outra forma de limpar os fios é através do Co-Wash, técnica em que a limpeza é feita com um condicionador limpante.

O Low Poo é o método de limpeza com shampoos que possuem baixa quantidade de sulfatos.

Atualmente eu utilizo o No Poo com o Co-Wash, onde eu revezo o Amor Crescido da Nyata com o Comigo Ninguém Pode da Lola Cosmetics. Depois que passei a utilizar essa técnica de limpeza, eu sinto que o Cronograma Capilar dá um efeito muito melhor nas minhas madeixas.

Mas, atenção, quem for utilizar os métodos, é necessário pesquisar muito bem sobre como fazer e os produtos que serão utilizados, pois existem vários produtos “proibidos” que contêm substâncias prejudiciais, aos cabelos e ao organismo como um todo, que só são retiradas com a utilização dos shampoos convencionais (os com sulfatos).

A imagem abaixo detalha um pouco melhor:

Lolapédia – mini dicionário que foi publicado nas redes sociais da marca Lola Cosmetics

 

Cronograma Capilar

Em alguns lugares ele é explicado como uma espécie de fórmula mágica para “resgatar” os cabelos quando estão muito danificados, dentro de um mês; e, por isso, se vocês buscarem por “cronograma capilar” no Google, encontrarão alguns modelos de tabelinhas prontas: umas para cabelos pouco danificados, outras para cabelos muito danificados e por aí vai…

No entanto, o Cronograma Capilar é apenas uma forma de combinar hidratação, nutrição e reconstrução, pois todos os cabelos necessitam dos três tratamentos, mas algumas pessoas precisam mais de um tipo de tratamento do que de outros.

E como descobrir qual o melhor cronograma (frequência) para o seu tipo de cabelo? Simples, testando. Mas, podemos seguir um roteiro:

  • Hidratação – serve para repor a água e umidade dos fios e é indicada para cabelos ressecados e sem brilho;
  • Nutrição – repõe os lipídios (óleos naturais) dos fios e é indicada para cabelos finos e porosos;
  • Reconstrução – utiliza-se para repor as proteínas e aminoácidos dos fios e é indicada para cabelos fracos e quebradiços;

Além dos três principais, existe também a Umectação que também serve para repor os lipídios dos fios. Mas diferente da Nutrição, a Umectação é feita diretamente com óleos essenciais, enquanto a Nutrição é feita com máscaras.

Atualmente eu uso as máscaras do Cronograma Ghee da Lola Cosmetics, e o resultado é muito bom no meu cabelo. Para umectação (que eu faço com menos frequência), eu utilizo óleo de côco no comprimento e óleo de rícino no couro cabeludo. O óleo de côco deixa o cabelo super macio e o óleo de rícino estimula o crescimento dos fios.

A montagem do cronograma depende única e exclusivamente das necessidades do seu cabelo. Mas, recomenda-se utilizar a ordem: Hidratação – Nutrição – Reconstrução, pois a nutrição funciona como uma blindagem para evitar a perda da hidratação e a reconstrução forma uma espécie de capa para proteger o fio que já está hidratado e nutrido.

Karyna Pirola segurando um pote de vidro que contém a máscara de tratamento Nutrição do Cronograma Ghee da Lola Cosmetics

Hoje estou super inspirada com este assunto, pois estava sem fazer o cronograma desde meu mochilão para o Leste Europeu e recomecei hoje cedo.

Espero que este conteúdo tenha ajudado alguém de alguma forma.

 

03 jun, 2018

Eurotrip de Maio/18 – Praga (República Tcheca)

Sorrisão no rosto, pele naturalmente iluminada e olheiras zero. É assim que me encontro no período pós férias.

Resolvi documentar os passos do meu último mochilão na Europa, pois talvez seja útil para ajudar a quem possa estar interessado em uma viagem semelhante.

Praga, localizada na República Tcheca, foi o destino mais lindo desta viagem, fiquei quatro noites lá e, dos lugares que conheci, só perde para Edimburgo (destino contemplado em outra trip). Os lugares são magníficos, repletos de coisas para fazer, para os mais diversos tipos de público. As pessoas também são lindas, e muito receptivas com os turistas. E, na Primavera os dias são bastante longos, às 21h ainda estava claro, então dá para aproveitar muito! <3

Às margens do Rio Moldava, com o Castelo ao Fundo.

 

1 – Moeda

Diferente do que alguns possam imaginar, a moeda utilizada lá não é o Euro, eles utilizam a Coroa (crown), que não é fracionada em centavo; logo, as moedas iniciam-se em 1 coroa e, conforme o valor aumenta começam as cédulas. A cédula mais baixa que vi foi a de 100 coroas.

Atualmente, 1 Euro equivale a 25 coroas; então, 1 Real equivale, aproximadamente, a 5 coroas.

Se considerarmos: as atrações turísticas, city tours, gastos com alimentos e estadia, dá para passar bem com umas 1200 coroas por dia, pois o custo de vida lá é bem barato.

É difícil encontrar moedas tão específicas em todas as casas de câmbio. Mas, para quem conseguir, compensa bem mais já levar a moeda própria, para não perder dinheiro em conversões lá.

 

2 – Hostel

Como eu viajo sozinha, eu prefiro ficar em Hostel a ficar em Hoteis, pois além de ser um tipo de estadia mais barata, é o ideal para conhecer pessoas. E, mesmo para os mais tímidos, você não precisa necessariamente sair com essas pessoas, mas pode conversar e trocar dicas sobre a cidade.

Normalmente eu faço as reservas através do Booking, e lá em Praga eu fiquei no Safestay Prague. A localização é excelente, dá para ir andando até a Charles Bridge, e é de lá que saem a maioria das City Tours, pois é a ponte mais importante da cidade. Mas, além disso, fica bem perto de duas estações de metrô.

O café da manhã é bom, mas deixa a desejar se formos comparar com os hostels do Reino Unido.

Os quartos são limpos todos os dias, possuem cabideiros, sistema de aquecimento, e todas as camas possuem lockers bem espaçosos (deu pra guardar a mala).

Os banheiros também possuem aquecimento, então ninguém passa frio, mesmo no inverno. O ponto negativo vai para o chuveiro, que funciona como aquelas torneiras automáticas (de apertar). O intuito é te forçar a tomar um banho rápido com menor gasto de água. Para quem está acostumado a banhos longos, é uma tortura. Então você fica naquele esquema: aciona o chuveiro, passa sabonete, aciona o chuveiro, tira a espuma, e por aí vai…

 

3 – Atividades

Além de conhecer os alguns pontos turísticos da cidade (fiz uma City Tour, que inclui o Castelo de Praga, e um Night Walk para aprender sobre os mitos e lendas de lá), também fiz um DayTrip para Kutná Hora para conhecer a Catedral de Santa Bárbara e o Ossuário de Sedlec (vale muito a pena!), e outra DayTrip para fazer a trilha para Bastei em Dresden.

Os passeios foram comprados através da GetYourGuide, que é uma espécie de Booking misturado com TripAdvisor.

 

4 – Culinária

A comida é bem pesada e é constituída basicamente de carne de porco e batatas, lá (e nos países do Leste Europeu) eles comem muito um prato chamado Dumpling que, honestamente, eu não consegui entender muito bem o que é, mas é feito de batatas e têm tanto assado quanto cozido. Existem várias formatos de dumpling, o mais conhecido parece um pastelzinho, mas o que eu comi era diferente.

O dumpling que eu comi é um prato principal que é doce (não é uma sobremesa) e parece um pão de batata gigante.

 

E a sobremesa mais comum por lá é o Trdelnik que, mais tarde, eu descobri ser original da Hungria.

A massa tem gosto de churro, mas a textura é uma mistura de pretzel com carolina. O recheio mais pedido em Praga é o de Sorvete de Baunilha.

 

5 – Transporte

Eu fiz tudo a pé lá, e as excursões para as outras cidades foram com as vans das agências de viagem, então não posso opinar.

 

 

Acho que listei os principais tópicos, existem coisas que são inenarráveis e só sentindo mesmo. Os países da Europa são muito antigos e por isso têm muita história para contar, viajar para conhecer essas culturas vale muito a pena.

 

01 maio, 2018

Consumismo x Minimalismo

Já tem bastante tempo que eu faço o possível para não desperdiçar coisas. Por exemplo: se eu almoço em algum lugar que não seja self-service e vem muita comida no prato, eu peço para embalar o restante e entrego a marmita para algum morador de rua que esteja próximo ao restaurante.

Quando eu comecei a morar sozinha e fiz a primeira compra do mês, comprei várias coisas que sobraram e acabaram vencendo, pois eu ainda não sabia a quantidade e quais os mantimentos eu precisaria para passar o mês. Isso me deixou muito triste, pois eu não gosto de desperdiçar.

Muitas coisas nós compramos por impulso, e o pior… muitas vezes para impressionar outras pessoas, isso é consumismo. E a coisa se torna pior quando paramos para pensar no quanto gastamos com coisas super caras e desnecessárias e fazemos um comparativo com as pessoas que passam fome, não tem onde morar e etc… E para agravar ainda mais, a fabricação da maior parte desses produtos, que adquirimos com freqüência, causa um impacto gigante no meio ambiente… além do fato de que os produtos em si, levam muito tempo para se decompor (caso não seja possível sua reciclagem).

Sei que ainda há muito o que melhorar. No entanto, por etapas, comecei a fazer coisas que deixam minha consciência um pouco mais tranquila:

  1. Desde 2015, faço doações mensais ao MSF (Médicos Sem Fronteiras);
  2. Desde 2014, utilizo produtos para cabelo que não produzem diversos componentes prejudiciais ao meio ambiente (os mesmos produtos são veganos e não são testados em animais);

 

Outra coisa que aconteceu depois que comecei a morar sozinha: eu demorei para saber administrar direito o meu espaço, no sentido de que a casa sempre está bagunçada quando eu chego do trabalho, eu sempre arrumo e no outro dia a bagunça reaparece feito passe de mágica.

Certo dia, estava conversando com uma amiga sobre esse assunto, quando de repente resolvi que iria arrumar tudo e separei várias coisas para doação e isso me fez sentir um pouco melhor.

Agora comecei a pesquisar sobre Guarda-Roupas cápsula e minimalismo, assisti ao documentário que tem sobre o assunto no Nextflix (não gostei muito, pois eles se referem ao minimalismo apenas como ‘ter poucas coisas a ponto de que caibam em uma mala’).

Ainda na pesquisa sobre o assunto, conheci o livro “A mágica da Arrumação” de Marie Kondo. E falo sobre ele, nesse vídeo:

Eu gostei muito, pois ela trata o minimalismo como a ideia de ter apenas coisas que te façam bem e que você realmente utilize. Ela ensina a técnica ‘KonMari’ e promete que o método acaba de uma vez por todas com a bagunça da sua casa e da sua vida.

Eu gostei muito e me senti muito inspirada, pretendo botar em prática para ajudar na montagem do meu Guarda-Roupas Cápsula.

 

15 abr, 2018

Walfenda: Restaurante Medieval

Para quem já está cansado das opções comuns de gastronomia que temos em São Paulo, apresento um restaurante temático medieval localizado na Vila Romana (é pertinho da Vila Madalena, o uber do metrô até lá deu cerca de R$10).

Ontem, na comemoração do aniversário de um amigo, eu tive o prazer de conhecer o Walfenda e fiquei super empolgada desde a entrada ao local: ele é todo ambientado na época medieval, inclusive os cozinheiros e garçons aparecem vestidos de aldeões. E, atualmente, o restaurante está decorado com referências à novela “Deus Salve o Rei”, pois foram eles quem fizeram o cardápio da novela.

Amortentia: a poção do amor do Harry Potter. Feita com espumante, grenadine, morangos e perfume de rosas.

 

Os nomes dos pratos são inspirados em “Senhor dos Anéis” e “Game of Thrones” e as bebidas são poções mágicas e feitiços de “Harry Potter”, além de possuir o clássico Hidromel, que é considerada a bebida dos deuses (destaque para o fato de que o Hidromel é servido em um chifre).

Apesar de parecer um pouco caro ao olhar o cardápio, os valores são bem honestos se levarmos em consideração que as porções são muito generosas: eu que como bem pouco, por exemplo, não poderia ir sozinha a esse restaurante; dividimos um prato em 3 pessoas e ainda assim sobrou.

Os pratos são basicamente variações de carnes assadas, e as menores porções são as de 350 gramas (tem um prato lá com 2,2 kg) e você pode adquirir acompanhamentos à parte como batata assada (é uma delícia, vale muito a pena!), cozido de favas com linguiça (parece feijão!), arroz ou farofa.

 

Sem contar o fato de que lá eles têm Cotuba, que é um refrigerante que remete às minhas férias de infância no interior de SP. Eu amo Cotuba, tem gostinho de infância.

Eu adorei o ambiente e fiquei me sentindo em casa, como se realmente vivesse nessa época!

Eu super recomendo, e se você ficou interessado em conhecer o local, ele fica na Rua Tito, 25 – Vila Romana.

Vale muito a pena, dê uma conferida no site deles: Walfenda Medieval

02 abr, 2018

Roteiro de férias definido: Mochilão no Leste Europeu!

Minha primeira viagem sozinha aconteceu em Dezembro de 2015, também foi minha primeira viagem internacional. Fiz tudo errado, gastei demais pois comprei a moeda estrangeira em uma tacada só, não pesquisei muito bem sobre como era o clima do inverno no Reino Unido (eu só pensava em como seria demais ver neve como nos filmes e no fim eu só vi uma pequena – quase nada – chuva de neve na Irlanda, peguei chuva todos os dias – inclusive uma das cidades que visitei na Inglaterra estava alagada – e passei um frio horrível).

Isso pra não contar o papel de trouxa que fiz, não participei dos pub crawl, já que evitei ao máximo conhecer pessoas novas lá por pensar que eu estava iniciando um relacionamento sério aqui no Brasil e isso por si só já é outra besteira, pois a vida me mostrou que fazer e ter amigos não tem nada demais (mas isso é história para uma próxima publicação).

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