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04 out, 2018

Eurotrip de Maio/18 – Varsóvia, Gdansk, Gdynia e Sopot (Polônia – parte I)

Eu pensei em escrever sobre a Polônia em uma única publicação, mas acho que eu não conseguiria abordar Varsóvia, Cracóvia, Gdansk, Gdynia, Sopot e Auschwitz de forma sucinta e rápida. E o pior, eu não conseguiria dar devida importância e ser tão sincera com algumas das melhores experiências que eu tive.

Portanto, achei melhor dividir a publicação em duas partes:

  • Parte I – Varsóvia + Gdansk, Gdynia e Sopot
  • Parte II – Cracóvia + Auschwitz

O primeiro post que fiz sobre a minha Eutrotrip de Maio/2018 foi sobre Praga  (aproveita pra conferir também!). Eu fui direto de Praga para Varsóvia, de avião com uma companhia “low cost“, eu coloquei entre aspas pois as passagens não foram baratas (como costumam ser as passagens da Ryanair, por exemplo), mas dentre as companhias aéreas que atendiam o País, foi minha melhor opção em termos de preço. Eu utilizei a companhia Lot Polish Airlines, para essas passagens: Praga – Varsóvia, Varsóvia – Cracóvia, Cracóvia – Budapeste, e paguei cerca de 500 € (Euro) nas três passagens. Poderia ter saído MUITO mais barato se eu tivesse feito os percursos de trem, mas eu perderia muito tempo em trânsito e não compensaria, pois o tempo total de minha viagem foram 15 dias.

Wavel Castle of Warsaw

1 – MOEDA

A moeda utilizada no local é o Zloti Polonês. Atualmente a taxa de conversão é de, aproximadamente, 1 Zl para 1 R$.

Se considerarmos: as atrações turísticas, city tours, gastos com alimentos e estadia, é possível passar com cerca de 180 Zloti por dia.

Aqui, deixo o mesmo conselho que dei sobre a Coroa Tcheca: caso encontre a moeda em casas de câmbio aqui do Brasil, leve direto na moeda para não perder dinheiro na conversão Euro/Zloti.

 

2- HOSTEL

Lá em Varsóvia, eu fiquei no Oki Doki OLD Town Hostel, fiz a reserva através do Booking e paguei cerca de 170 Zl em duas diárias com café da manhã (mas o valor da estadia já está incluso no gasto da diária informado lá em cima).

A localização é maravilhosa, pois dá para ir andando para o centro histórico da cidade, mas ao mesmo tempo é “fora” do centro antigo. Quem tiver a oportunidade de conhecer a cidade vai perceber que existe uma nítida divisão entre o centro antigo (old town) e a cidade (os bairros “novos” / downtown), então dá para conhecer bastante coisas a pé, mas também não é tão perto da farra.

Eu fiquei em um quarto compartilhado com outras 7 pessoas e só não gostei por ter um pouco de mosquitos, eles poderiam ter daqueles inseticidas que ligam na tomada. Mas a cama era bem confortável e era super reservado, com cortinas em volta.

Além disso, cada cama tinha uma entrada USB para conectar o carregador de celular e uma lâmpada para caso do hóspede precisasse ler algo a noite sem incomodar o sono dos outros hóspedes com a luz acessa 🙂

Sobre o banheiro: parece que o pessoal do Leste Europeu tem o costume de economizar bastante água… o chuveiro não era ativado por botão automático, era ativado da forma que conhecemos aqui; mas, em compensação, só existia o chuveirinho. Lavar os cabelos era uma espécie de ginástica.

 

3 – ATIVIDADES

Em Varsóvia, eu fiz o Free Walking Tour que é muito detalhado, abrange vários locais do centro histórico e como o nome diz, é gratuito. No final do Walking Tour, o Guia que é um professor local (pelo menos, o meu, era) e faz esse trabalho voluntário, pergunta se alguém pode ajudar com o quanto puder. Vale a pena.

Dizem que quem der três voltas neste sino, será presenteado com a abundância de sorte.

 

Por ser um continente muito antigo, é praticamente impossível ir à Europa e não transbordar em meio a tanta história.

Monumento erguido em memória dos soldados caídos

 

E, no dia seguinte fiz uma day trip para o litoral, onde têm 3 cidadezinhas super próximas e eu conheci as três (como se fosse o ABC, só que bem mais pertinho). Eu paguei 50 € no GetYourGuide, o motorista me buscou no hostel e me levou até a estação de trem, e fui de Varsóvia para Gdynia, de lá o motorista (que também era o Guia Turístico e cidadão local) me buscou na estação de trem e fez todo o tour pelas três cidades (Gdynia, Gdansk e Sopot). As passagens de trem já estavam incluídas no preço do city tour.

Consegui pegar o esquilinho no pulo! Tive sorte, disseram que é muito raro e consegui fotografar dois 🙂

 

Na foto acima, no parque de Gdansk, aquele vão é um espaço em que é possível ouvir do outro lado (na esquerda tem um vão similar), sem a utilização de nenhum fone, mesmo que a outra pessoa fale muito baixo. Era um artifício que os poloneses utilizavam para trocar informações sem correr o risco de serem ouvidos (e, possivelmente, torturados).

O parque é muito grande e é lindo, com árvores do mundo inteiro. E é comum noivos fazerem ensaio de fotos lá.

Gdansk é uma cidade portuária que já teve muita relevância no passado. E, é mais bonito ainda ouvir a história de um senhor super patriota. E a produção local é especializada em Âmbar, que é uma semijóia, pelo que entendi. Não comprei nada do gênero, pois não gosto muito dessas coisas. Sou mais ligada em copinhos e canequinhas. 🙂

Sopot tem um lance mais moderno e tem até um McDonalds, e lá tem casas de banho com utilização de águas termais, que podem ter fins medicinais também.

 

4 – CULINÁRIA

Eu confesso que foram dois dias que eu comi praticamente só o café da manhã e depois fiquei na água e nas barrinhas de cereal (se minha mãe ler isso, ela me mata agora mesmo).

 

5 – TRANSPORTE

Lá eu andei de trem.

A estação central de Varsóvia é bem parecida com as estações de metrô daqui. A estação de Gdynia é gigantesca e se o guia não estivesse junto, eu iria penar uns bocados pois toda a sinalização está em Polonês. A distância entre as cidades são de 439 km e demorou 4h30.

Eu não achei ruim, para falar a verdade, embora seja um pouco lento.

Todos os passageiros tem direito a uma bebida que pode ser café, chá ou água; ou outras bebidas dependendo da classe da passagem (quando eu viajei de trem no Reino Unido, não estava incluso nenhuma bebida).

 

 

Acho que consegui reunir os pontos principais aqui. O resto é só vivendo mesmo. Vá, conheça, viajar é a melhor coisa que existe.

03 jun, 2018

Eurotrip de Maio/18 – Praga (República Tcheca)

Sorrisão no rosto, pele naturalmente iluminada e olheiras zero. É assim que me encontro no período pós férias.

Resolvi documentar os passos do meu último mochilão na Europa, pois talvez seja útil para ajudar a quem possa estar interessado em uma viagem semelhante.

Praga, localizada na República Tcheca, foi o destino mais lindo desta viagem, fiquei quatro noites lá e, dos lugares que conheci, só perde para Edimburgo (destino contemplado em outra trip). Os lugares são magníficos, repletos de coisas para fazer, para os mais diversos tipos de público. As pessoas também são lindas, e muito receptivas com os turistas. E, na Primavera os dias são bastante longos, às 21h ainda estava claro, então dá para aproveitar muito! <3

Às margens do Rio Moldava, com o Castelo ao Fundo.

 

1 – Moeda

Diferente do que alguns possam imaginar, a moeda utilizada lá não é o Euro, eles utilizam a Coroa (crown), que não é fracionada em centavo; logo, as moedas iniciam-se em 1 coroa e, conforme o valor aumenta começam as cédulas. A cédula mais baixa que vi foi a de 100 coroas.

Atualmente, 1 Euro equivale a 25 coroas; então, 1 Real equivale, aproximadamente, a 5 coroas.

Se considerarmos: as atrações turísticas, city tours, gastos com alimentos e estadia, dá para passar bem com umas 1200 coroas por dia, pois o custo de vida lá é bem barato.

É difícil encontrar moedas tão específicas em todas as casas de câmbio. Mas, para quem conseguir, compensa bem mais já levar a moeda própria, para não perder dinheiro em conversões lá.

 

2 – Hostel

Como eu viajo sozinha, eu prefiro ficar em Hostel a ficar em Hoteis, pois além de ser um tipo de estadia mais barata, é o ideal para conhecer pessoas. E, mesmo para os mais tímidos, você não precisa necessariamente sair com essas pessoas, mas pode conversar e trocar dicas sobre a cidade.

Normalmente eu faço as reservas através do Booking, e lá em Praga eu fiquei no Safestay Prague. A localização é excelente, dá para ir andando até a Charles Bridge, e é de lá que saem a maioria das City Tours, pois é a ponte mais importante da cidade. Mas, além disso, fica bem perto de duas estações de metrô.

O café da manhã é bom, mas deixa a desejar se formos comparar com os hostels do Reino Unido.

Os quartos são limpos todos os dias, possuem cabideiros, sistema de aquecimento, e todas as camas possuem lockers bem espaçosos (deu pra guardar a mala).

Os banheiros também possuem aquecimento, então ninguém passa frio, mesmo no inverno. O ponto negativo vai para o chuveiro, que funciona como aquelas torneiras automáticas (de apertar). O intuito é te forçar a tomar um banho rápido com menor gasto de água. Para quem está acostumado a banhos longos, é uma tortura. Então você fica naquele esquema: aciona o chuveiro, passa sabonete, aciona o chuveiro, tira a espuma, e por aí vai…

 

3 – Atividades

Além de conhecer os alguns pontos turísticos da cidade (fiz uma City Tour, que inclui o Castelo de Praga, e um Night Walk para aprender sobre os mitos e lendas de lá), também fiz um DayTrip para Kutná Hora para conhecer a Catedral de Santa Bárbara e o Ossuário de Sedlec (vale muito a pena!), e outra DayTrip para fazer a trilha para Bastei em Dresden.

Os passeios foram comprados através da GetYourGuide, que é uma espécie de Booking misturado com TripAdvisor.

 

4 – Culinária

A comida é bem pesada e é constituída basicamente de carne de porco e batatas, lá (e nos países do Leste Europeu) eles comem muito um prato chamado Dumpling que, honestamente, eu não consegui entender muito bem o que é, mas é feito de batatas e têm tanto assado quanto cozido. Existem várias formatos de dumpling, o mais conhecido parece um pastelzinho, mas o que eu comi era diferente.

O dumpling que eu comi é um prato principal que é doce (não é uma sobremesa) e parece um pão de batata gigante.

 

E a sobremesa mais comum por lá é o Trdelnik que, mais tarde, eu descobri ser original da Hungria.

A massa tem gosto de churro, mas a textura é uma mistura de pretzel com carolina. O recheio mais pedido em Praga é o de Sorvete de Baunilha.

 

5 – Transporte

Eu fiz tudo a pé lá, e as excursões para as outras cidades foram com as vans das agências de viagem, então não posso opinar.

 

 

Acho que listei os principais tópicos, existem coisas que são inenarráveis e só sentindo mesmo. Os países da Europa são muito antigos e por isso têm muita história para contar, viajar para conhecer essas culturas vale muito a pena.