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19 out, 2018

#30antesdo30 = O Sol é Para Todos – Harper Lee (Opinião)

‘Como eu não li este livro antes?’, esta é a pergunta que sempre paira em meus pensamentos após ler um livro sensacional. E, agora consigo entender qual o motivo dele ter se tornado um clássico contemporâneo. Já tem anos que eu não utilizo plataformas como o Skoob ou o Goodreads; mas, se usasse, certamente teria o classificado como um livro cinco estrelas.

Outro dia, em uma discussão sobre política, dois amigos e eu chegamos à conclusão de que pessoas que têm o hábito real de ler possuem mais facilidade em desenvolver a empatia, pois já acostumaram-se a se colocar no lugar dos outros.

Quando lemos, viajamos para outros lugares e nos colocamos no lugar do protagonista. <3

E, neste livro em específico, isso é ainda mais fácil pois é narrado em primeira pessoa pela Scout que, no decorrer da história transita por entre seus 6 a 10 anos. Portanto o enredo é inteiramente transmitido a partir das impressões e inocência de uma criança.

A história é ambientada no período que se segue após a crise da Bolsa de Nova York, relata uma sociedade que ainda se dividia com muita veemência entre brancos e negros, e se passa no condado de Maycomb, no estado do Alabama.

 

“Só existe um tipo de gente: Gente!”

 

O enredo retrata bem o que era ou não considerado em relação a moral e bons costumes da época e que são, frequentemente, questionados por Scout. Muitos de seus questionamentos são explicados pelo fato de Scout e seu irmão Jem terem sido criados por seu pai Atticus (que é um advogado progressista e talvez até subversivo em alguns aspectos) e por Calpúrnia que é uma espécie de governanta da família. Ao longo do livro, descobrimos que Calpúrnia é a única negra alfabetizada da cidade.

Atticus trabalha como advogado de defesa e o ponto alto da história se dá no fato dele ter aceitado defender um negro que estava sendo acusado por uma família branca e nos fatos que se seguem no desenrolar do julgamento.

Como alguns anos se passam durante a história, conseguimos ver a perda da inocência de Scout e Jem por compreenderem que, para a sociedade da época, um negro bom era sempre considerado pior que um branco ruim.

É um livro lindo e emocionante com uma narrativa daquelas que são bem difíceis de largar, além do fato de ter um baita de um plot twist no final.

Resumindo: não deixe de ler.